Com o objetivo de estimular hábitos mais saudáveis e sustentáveis, o Serviço Social da Indústria (SESI) lançou, em 2004, o Cozinha Brasil. A iniciativa faz parte do Programa SESI Alimentação Saudável na Indústria, de abrangência nacional. O projeto também abrange uma versão infantil: o Turminha SESI Cozinha Brasil. Confira mais informações na entrevista a seguir com Joselaine Rampini, gerente operacional responsável pelas iniciativas no estado do Rio de Janeiro.

 

Como participar – Cada estado possui o seu próprio departamento responsável, conforme o link: <http://www.portaldaindustria.com.br/sesi/canais/cozinha-brasil/contato/>. No Rio de Janeiro, é preciso entrar em contato com cozinhabrasil@firjan.com.br ou pelo telefone (21) 2587-1240. Os cursos são vendidos para escolas particulares, empresas e indústrias que podem oferecê-los aos seus colaboradores ou apadrinhar escolas públicas, organizações não governamentais, comunidades, etc. 

Por que participar? “A saúde e qualidade de vida do trabalhador podem refletir diretamente na sustentabilidade da empresa. Colaboradores mais saudáveis e com qualidade de vida resultam em redução dos custos com problemas de saúde”, adverte Joselaine.

O que os alunos aprendem? Além de preparar alimentos saborosos, nutritivos e saudáveis a baixo custo, o foco é: Educação Alimentar e Nutricional; Segurança dos Alimentos; Aproveitamento Integral dos Alimentos e Prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Os cursos são adaptados de acordo com o público: trabalhadores da indústria, merendeiras, público infanto-juvenil e outros. A carga horária também é variável: a mínima é de 1h e 30 minutos, e a máxima, de 10 horas.

E o Turminha SESI Cozinha Brasil? Essa é uma modalidade do Cozinha Brasil para crianças de 4 a 15 anos de idade. Para participar, o procedimento é o mesmo. Com uma carga horária de seis horas, a finalidade é incentivar a reflexão sobre escolhas alimentares mais saudáveis, além de estimular mudanças de hábitos dentro de casa. “Acreditamos que o que a criança aprende nas oficinas, ela leva para os pais”, comenta Joselaine.

 

Nessas oficinas, há brincadeiras que motivam a participação das crianças em “atividades de ciências, como, por exemplo, utilizando extrato de corante com espinafre e cenoura para o bolo ficar colorido; ‘mágicas’ para acelerar o tempo de forno (preparo); matemática de um dia na cozinha (medidas de xícaras); conhecimento de sabores; aproximação dos alimentos e receitas com ingredientes inacreditáveis, como bolo com casca de banana e farinha de rosca”, explica a gerente operacional do Rio. Além do mais, as atividades e as receitas são extensivas também aos portadores de necessidades especiais e/ou que tenham alergias alimentares.