Aumentar o consumo de frutas, como melancia ou via  sucos naturais, é uma boa opção

 

Com o calor em alta e a umidade do ar em baixa, numa das maiores secas dos mos 30 anos em todo o país, as crianças, juntamente com os idosos, são as mais suscetíveis à desidratação. Para evitar que isso aconteça, aumentar a frequência do consumo de líquidos é fundamental. Segundo a nutricionista e especialista em Vigilância Sanitária Danielle Alves, que há 11 anos atua em tradicionais creches e escolas de Niterno Estado do Rio, é importante oferecer água às crianças mesmo que elas não peçam. "A hidratação adequada garante o bom funcionamento do organismo de uma forma geral, facilitando a absorção de vitaminas e sais minerais e o transporte desses nutrientes. Além disso, proporciona um bom trânsito intestinal."

A quantidade a ser ingerida por dia varia de acordo com fatores como temperatura, prática de atividade física, existência de doenças, mas, em média, crianças de 1 a 6 anos devem tomar de 1,3 a 1,5 litro de água por dia; de 6 a 10 anos, de 1,5 a 1,7 litro; e de 10 a 14 anos, de 1,7 a 2 dois litros. No caso dos bebês, o peso é levado em conta para o cálculo: entre 6 meses e 1 ano, são 50ml por quilo. Os que são exclusivamente amamentados com leite materno não precisam de água, mas os que fazem uso de flas infantis devem ingerir 150ml por quilo, contando o que vai na preparação da fla.

Diante da falta da em várias cidades, so vale economizar com a saude. "Independentemente do racionamento, sucos naturais e água de coco são bem-vindos, por serem fonte de minerais e eletros", sugere a nutricionista, recomendando para o preparo as frutas ricas em água como melancia e melão. Entre os legumes, cebola, abobrinha e aba soltam água quando são refogados, dispensando a necessidade do cada vez mais o precioso líquido em seu preparo.

Para quem está tendo que contar gotas na hora de cozinhar, Danielle dá dicas:

- Em situações de escassez de água, o consumo de folhas não é recomendado porque a higienização correta depende de lavagem em água corrente, molho e enxágue. Nesses casos, o melhor é dar preferência aos legumes que serão descascados e cozidos.

- Em vez de cozinhar os legumes em água e sal, é melhor prepará-los refogados (sem necessidade de água) ou no vapor (pouca quantidade de água).

- No caso das raízes duras, como aipim, inhame, beterraba, a água do cozimento pode ser reaproveitada para cozinhar arroz, feijão e macarrão.

- Mesmo quando há água disponível, o ideal é usá-la racionalmente. Por isso, ao lavar as verduras, comece pelas que tenham folhas maiores e visualmente menos sujas. Deixe-as de molho numa quantidade maior de água e sanitizante, e utilize essa solução duas vezes. Por exemplo, primeiro a alface, depois o agrião.

- Se o objetivo é economizar água, prefira verduras hidropas. Elas também precisam passar pelo mesmo processo, mas a higienização consome menor quantidade de água porque estão menos expostas a sujidades.

 

Receita: Molho vermelho sem tomates e água:

 

3 cenouras

½ melancia

500g de queijo de soja (tofu)

1 cebola ralada

1 fio de azeite

Sal

 

Bata no liquidificador a polpa da melancia e as cenouras. Acrescente o tofu e bata rapidamente. Numa panela, refogue a cebola num fio de azeite e junte o molho. Tempere com pouco sal.

 

Outras dicas para economizar água no dia a dia

- Não lave a louça com a torneira aberta. Passe primeiro o sabão, depois tire-o de uma sz. Ou tampe a pia e encha de água para fazer o serviço.

 

- Tome banho e escove os dentes de forma inteligente. Feche a torneira enquanto se ensaboa ou escova os dentes para usar apenas a quantidade de água necessária.

 

- Se a mangueira quando necessário. Regue o jardim e, se tiver que lavar a calçada, aproveite a água da chuva ou, ainda, use a da máquina de lavar ou do tanque de lavar roupa.

 

- Lave o carro apenas quando necessário. Ele realmente precisa de um banho por semana? Se precisar, as lavagens a seco são uma boa opção.

 

- Evite ao máximo comprar água engarrafada e priorize o uso dos filtros de água, que são mais econos e não geram resíduos.

 

Fonte: World Wide Fund for Nature/"Cartilha para o consumidor responsável"