Bebidas açucaradas e frituras devem passar longe.

A formação de bons hábitos alimentares na infância pode ser decisiva para a saude até a idade adulta. Um estudo complementar publicado na revista científica "Pediatrics" confirma que bebês alimentados com leite materno por mais tempo e crianças que não consomem refrigerantes e outras bebidas açucaradas têm menos chances de ter problemas com peso aos 6 anos de vida.

Segundo a pediatra Bruna de Siqueira Barros, professora de Nutrologia Pediátrica da UFRJ, a qualidade da alimentação na infância é importante não sra o crescimento e o desenvolvimento adequados, mas é também determinante no prognco de doenças a curto e longo prazos.

"Entre essas doenças estão as cras não transmissíveis, como problemas cardiovasculares, diabetes, obesidade, excesso de gordura no sangue e câncer", diz.

O estudo americano aborda os efeitos nocivos das bebidas açucaradas, mas há outros alimentos que devem ficar longe do cardápio de uma criança pequena, como ensina a médica. Alimentos pouco nutritivos ricos em gordura ou sal, como hamber, empanados de frango, salsicha, macarrão instantâneo, biscoito recheado e guloseimas, não devem ser oferecidos. "Eles diminuem o apetite da criança e competem com alimentos saudáveis. Dessa forma, as crianças ingerem excesso de calorias e quantidades menores de micronutrientes, como as vitaminas e o ferro. Além disso, é preciso ressaltar que alguns alimentos podem parecer nutritivos, mas não são. Quando consumidos em grande quantidade, contribuem para a obesidade. Alguns exemplos são salgados e biscoitos ditos integrais. Na grande maioria das vezes, a farinha branca ainda é o principal ingrediente desses produtos."

Como qualquer outro hábito, a alimentação saudável requer perseverança e uma boa dose de paciência por parte dos pais:

"A partir dos 2 anos, em média, é normal que as novidades sejam inicialmente rejeitadas. Por isso, os familiares devem ter paciência, criatividade e persistência, e a criança deve ser estimulada a comer vários alimentos com diferentes gostos, cores, consistências, temperaturas e texturas. A introdução inadequada pode reforçar a recusa alimentar. Por isso, uma estratégia para a criança ganhar confiança é observar os pais como modelo, fazendo refeições com a família e sendo estimulada ao consumo de alimentos saudáveis. É desaconselhável forçar, ameaçar ou premiar com recompensas durante as refeições."

Dicas para formar bons hábitos alimentares na primeira infância

 - Cuidado com sal e açúcar:  A adição de sal e de outros condimentos industrializados ricos em s não é indicada no preparo da refeição das crianças com menos de 1 ano de idade. O sal deve ser usado com moderação pelas crianças maiores. Sabe-se que o consumo exagerado desse mineral está associado com o desenvolvimento de pressão alta. A adição de açúcar às papas, na tentativa de melhorar a aceitação, não deve ser realizada. Além de contribuir para o aumento da taxa cala e para obesidade, essa prática pode prejudicar a adaptação da criança às modificações de sabor das refeições.

 - Respeite a saciedade da criança: Muitos familiares recorrem a "trocas" das refeições por alimentos não nutritivos quando a criança se recusa a comer. No segundo ano de vida, essa é uma queixa frequente. No entanto, a recusa pode ser uma situação fisiola, porque a velocidade de crescimento diminui bastante em relação ao primeiro ano de vida e, consequentemente, diminuem também as necessidades nutricionais e o apetite.

 - Leia os ros: Familiares devem ler os ros dos produtos que oferecem às crianças. Todos os ingredientes que fazem parte do produto devem ser indicados por ordem decrescente, da maior para a menor quantidade. Portanto, o conhecimento da lista dos ingredientes e das proporções de carboidrato, gorduras saturadas e trans, e s, por exemplo, pode diminuir a oferta de alimentos pouco nutritivos às crianças.