Quando o filho está em casa, é mais fácil prestar atenção no que ele come e garantir que se alimente de forma saudável. E quando ele está na escola? A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as crianças de 2 a 5 anos (idade pré-escolar) e de 6 a 10 anos (idade escolar) façam cinco a seis refeições por dia. Essa conta inclui os lanches do meio da manhã e do meio da tarde. E não vale achar que, por serem menores que o almoço e o jantar, eles são menos importantes.

Lanches saudáveis interferem de forma positiva na nutrição e no crescimento da criança. Por isso, se a escola não tem uma cantina saudável, o ideal é levar o lanche de casa. O pediatra Hélio Rocha, chefe do Serviço de Nutrologia Pediátrica do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lamenta que nem todas as cidades e estados do país tenham leis que obriguem as lanchonetes dos colégios a oferecerem apenas alimentos bons para a saúde. Ele orienta os pais a não darem dinheiro para os filhos comprarem o lanche na escola, a não ser que a cantina seja comprometida com a qualidade dos alimentos que vende. 

Mesmo nesses casos, é importante, antes de abrir a carteira, verificar se a criança sabe mesmo o que é melhor para ela. “O ideal é que ela tenha hábitos saudáveis em casa e saiba como escolher um sanduíche, um suco, uma fruta”, diz o doutor Hélio Rocha. Mais que isso, o especialista orienta os pais a ensinarem a criança a combinar os alimentos de forma adequada, tanto em termos nutritivos quanto em relação à quantidade. Senão, é melhor adiar o máximo possível a hora de deixar a lancheira em casa.