Páscoa é época de comer chocolate. Isso não se discute. Muitos adultos e, principalmente, as crianças não conseguem resistir a essa gostosura e acabam esquecendo que estão ingerindo, além do cacau, muita gordura e açúcar, ingredientes que podem atrapalhar qualquer dieta saudável. Faça com que as crianças entendam que a moderação é o segredo para que esse momento do ano não se transforme em uma fuga da dieta.

“Crianças com excesso de peso não devem ser proibidas de comer chocolate na Páscoa, o que pode gerar muita frustração, porque é um momento em que há oferta de chocolate por toda parte. Elas podem consumir desde que façam um controle da quantidade diária, que não deve passar de 25 gramas ou quatro quadradinhos”, afirma a nutricionista Alexandra Marinho, especializada em materno infantil. Ela lembra que o chocolate amargo ou meio amargo, embora menos agradável ao paladar infantil, é sempre mais saudável que os tabletes ao leite, por ter maior concentração de cacau e menos açúcar que os tradicionais ao leite. As barras com 70% de cacau também são ótimas opções porque contêm grande concentração de antioxidantes.

Vale lembrar, no entanto, que o controle da quantidade consumida deve partir dos responsáveis e não da própria criança. Quebrar o ovo e separá-lo em pequenas porções de 25 gramas é uma maneira de mostrar aos pequenos qual a quantidade ideal a ser consumida por dia. “Há algumas receitas de brigadeiro com tâmara, abacate e banana verde que são bem menos calóricas que o chocolate tradicional e que devem ser oferecidas às crianças para que habituem o paladar. Mas na Páscoa, sem dúvida, o que as crianças querem é o tradicional ovo de chocolate. É por esse chocolate que elas esperam. E não acredito que proibir seja a melhor solução, a não ser que a criança apresente alguma doença ou intolerância relacionada ao chocolate ou a algum dos componentes. Com crianças que não estão entre as exceções, moderação é o segredo”, conclui Alexandra.