Incentivar a prática de esportes desde a infância é uma boa maneira de evitar o sedentarismo e o ganho de peso em excesso de meninos e meninas. E, segundo a Academia Americana de Pediatria, o ideal é que a criança possa experimentar diferentes atividades recreativas. “Quando ela conhece diversas modalidades, tende a continuar praticando algum esporte na adolescência”, é o que revela o novo estudo canadense publicado na revista científica Pediatrics.

Dados dessa pesquisa mostram que apenas 9% dos meninos e 2% das meninas entre 5 e 17 anos de idade no mundo se exercitam pelo menos uma hora por dia, o mínimo essencial para o desenvolvimento saudável. Descubra como incentivar a criança a praticar alguma atividade física.

Respeite o desejo da criança – Na visão da Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças, com orientação dos pais, devem encontrar e praticar um esporte que gostem. Neste processo, cabe aos pais ou responsáveis respeitar as características (físicas), gostos e interesses dos mais jovens, nunca os obrigando, adverte a SBP.

Seja um bom exemplo – Se eles veem que os pais gostam de praticar algum exercício ou esporte, é mais provável que sejam ativos e se mantenham assim por toda a vida. Inclua nas suas escolhas atividades que não dependam das condições do tempo.

Envolva toda a família – Incentive todos em casa a se exercitarem de alguma forma. Vale caminhar, pedalar, patinar, pular corda, participar de jogos ao ar livre e até mesmo ajudar nas tarefas domésticas. E tem que ser divertido!

Ofereça diferentes opções – Exponha ou apresente as crianças menores (a partir de seis anos) a uma variedade de atividades, jogos e esportes. Nessa fase, o objetivo principal deve ser a diversão. Se o seu filho nessa idade já pratica alguma modalidade, assegure-se de que tanto você quanto o professor ou treinador tenham expectativas realistas em relação ao desempenho da criança. Antes dos 11 anos, meninos e meninas estão desenvolvendo habilidades básicas, como saltar, lançar, chutar uma bola. Não estão preparados para pressão psicológica de uma competição e não compreendem estratégias complicadas. Elogie as crianças à medida que elas forem evoluindo.

Leve em conta o temperamento – É possível que uma criança que tem um temperamento calmo não se sinta à vontade em um esporte de muito contato físico, como futebol, basquete entre outros. Da mesma forma, a criança mais agitada pode ficar impaciente numa atividade calma. A combinação de personalidade e capacidade tem um efeito no comportamento da criança. Por exemplo: há criança com personalidade não atleta, que não gosta de praticar esportes, mas precisa ser incentivada a se movimentar, para seu desenvolvimento saudável. Outra pode ter interesse em estar fisicamente ativa, mas não quer ser a estrela da equipe, vencer tudo, e corre o risco de desgostar e de não querer se exercitar se tiver que competir sempre. A maioria das crianças está nessa classificação. Já a criança com uma personalidade de atleta se compromete com um esporte, quer treinar sempre para estar melhor. Mas isso não pode atrapalhar seus estudos, acabar com seu tempo de lazer.

Limite o tempo de tela – Estabeleça o tempo que seus filhos passam diante da TV, do computador, do tablet, do celular e de outros dispositivos eletrônicos. Até os dois anos de vida recomenda-se que o tempo de tela  seja zero.

 

Fontes: The National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (EUA), SBP, KidsHealth from Nemours, do The Nemours Foundation (EUA).