É consenso entre pais, alunos e professores que aulas como as de Português e Matemática são essenciais para a criança e têm grande importância na vida adulta. A Educação Física, por outro lado, é muitas vezes negligenciada e encarada apenas como uma “folga” entre aulas mais “intelectuais”, por assim dizer. Engano que pode cobrar seu preço mais na frente. E não tem desculpa. Até as escolas com espaço físico pequeno têm potencial para oferecer atividades de qualidade para os estudantes.

 

Embora defenda que o ideal é que a escola disponha de pelo menos uma quadra esportiva, o presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, afirma que a disciplina pode ser dada em qualquer lugar. “Pode ser uma praça pública, um clube. O importante é conseguir um local para que a criança não seja prejudicada.”

 

Professor de Educação Física especializado em treinamento de alto rendimento, Marcio Atalla também acredita que, embora mais difícil, é possível oferecer aulas de qualidade mesmo quando o espaço da escola não é o ideal. “A criatividade para bolar jogos e tarefas em conjunto vai ajudar, mas, além disso, as aulas teóricas, porém lúdicas, são bem-vindas para a formação dessa consciência”, disse.

 

Para Steinhilber, as aulas de Educação Física devem envolver diversas atividades e, assim, permitir que o aluno conheça modalidades variadas, coletivas e individuais. A matéria não deve, por exemplo, ser um momento voltado apenas para a formação de times para competição interescolar. Ainda que o esporte coletivo e a competição saudável sejam importantes, a aula precisa ser mais plural do que isso.

 

 

Fontes:National Institutes of Health, Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e Fundação Nemours.