A obesidade hoje é um problema mundial, sem distinção geográfica e populacional.

Enquanto médicos e pesquisadores correm atrás de novos medicamentos e novas técnicas circas e não circas para tentar dar uma solução ao problema, ainda vale dizer que a melhor receita continua sendo a mesma de antes: para perder peso, é preciso ter hábitos saudáveis, com alimentação balanceada, regular, em pequenas porções associada à pratica de atividades físicas. Nesse sentido, o uso de aplicativos em celulares e dispositivos ms pode ser na promoção de mudança no estilo de vida.

Alguns desses aplicativos funcionam como auxiliares na reeducação alimentar e no cuidado com o corpo, como Tecnonutri, Medida Certa, Fitbit, Jefit, Nutra Bem, Nike Running, Dieta e A saude. Eles funcionam fazendo desde contagem diária de calorias, passando por dicas de exercícios físicos e até dizendo a hora e o que cada um deve comer.

Outro recurso são as redes sociais que compartilham fotos e informações postadas diariamente por nutricionistas, endocrinologistas e profissionais de educação física. Tudo com o objetivo de funcionar como fator motivacional e de suporte, mesmo que virtual, para as pessoas que buscam mais saude.

Muitos desses aplicativos compartilham diversas informações pessoais nas comunidades e redes sociais, como o total de peso perdido, quantas calorias foram queimadas num dia, o quanto de redução de medida de cintura e quadril houve num determinado tempo, e até quantos passos num dia a pessoa deu. Vejo com bons olhos essas iniciativas, tendo em vista que o fator motivacional e a recuperação de autoestima são importantes no tratamento.

O grande diferencial desses aplicativos é que eles podem ser acessados de qualquer lugar do mundo, não tendo restrição de idade, podendo ser inclusive usados por crianças e adolescentes. Entretanto, faço algumas ressalvas para quem usa esses aplicativos sem orientação médica ou profissional. Nem sempre o que está sendo difundido na internet corresponde à verdade, e a melhor maneira de saber onde procurar a informação que deseja é conversando primeiramente com alguém que entenda do assunto.

Outro ponto importante é que, por mais que as tecnologias evoluam, nada substitui o olho clínico e o acompanhamento de perto de um profissional experiente. A visita ao médico (ou profissional de saude) para respaldar o uso desses aplicativos e obter a melhor orientação ainda continua sendo a melhor forma de começar a mudança de hábitos.

* Pedro Assed é médico do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia de, pesquisador do Grupo de Obesidade e Transtornos Alimentares TA e colaborador da Praduação em Endocrinologia do Iede-PUC-Rio